terça-feira, 8 de junho de 2010

PostSecret

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Resiliência e Psicologia

No Brasil o termo resiliência ainda é pouco conhecido, já em países da Europa, EUA e Canadá, o termo é utilizado freqüentemente e muitas vezes para designar programas políticos, sociais e educacionais.

Antes do surgimento do termo resiliência na Psicologia eram utilizados os termos invencibilidade ou invulnerabilidade. Tais termos foram descritos na psicopatologia do desenvolvimento a cerca de crianças que apresentavam saúde emocional e alta competência, apesar de sofrer períodos de adversidades e estresse psicológico.

No final da década de 1990 o conceito de resiliência foi modificado e passou a englobar características possíveis de serem desenvolvidas, principalmente em crianças, isto é, superar as adversidades, mas sem serem intocáveis ou invulneráveis. (Grünspun apud Sapienza, 2005).

Segundo Pesce et al (2004), para pensar em resiliência é importante verificar os fatores de proteção e as variáveis que estão no contexto do indivíduo, isto implica abrir novas direções para o desenvolvimento de crianças e adolescentes com foco nos aspectos que visam protegê-los ao invés de analisar somente os fatores de risco. Este enfoque considera os aspectos bons e fortes e como aproveitá-los no indivíduo. Por serem a adolescência e a infância, um momento crucial para constituição da personalidade, se faz necessária à busca de programas de intervenção e prevenção.

Uma diferença notável entre adolescentes resilientes e os não resilientes é que os resilientes têm melhor suporte emocional, pois demonstram aspectos de autoconfiança, autodeterminação, auto-suficiência e satisfação na maneira que vivem. Ao contrário, o adolescente não resiliente não demonstra interesse pela dinâmica familiar, sofre psiquicamente, não toma decisões e perde o interesse facilmente.