Acabo de ler o livro chamado “Assédio Moral: a violência perversa no cotidiano”, da psiquiatra, psicanalista e vitimóloga francesa Marie-France Hirigoyen. Nele a escritora analisa e descreve o comportamento do agressor, a vítima e seus possíveis enredos e contextos. Abaixo algumas considerações sobre o tema abordado.
Assédio moral é um tipo de violência psicológica perversa realizada por meio de palavras consideradas inofensivas, alusões, sugestões ou não-ditos para desequilibrar uma pessoa e destruí-la psiquicamente. Tais indivíduos só podem existir “diminuindo” alguém: eles têm necessidade de rebaixar os outros para adquirir uma boa auto-estima, poder, admiração e aprovação. Os agressores não possuem compaixão nem empatia pelos outros e são incapazes de reconhecer o sofrimento alheio.
Geralmente fazemos pouco das vítimas, que passam por fracas ou pouco espertas, e sob o pretexto da liberdade do outro, podemos ficar cegos diante de situações graves. Quando as vítimas querem ajuda, é comum serem mal interpretadas, os analistas tendem a buscar motivos masoquistas e a vítima pode vir a ser considerada cúmplice nesse enredo. Essa hesitação em nomear o agressor e o agredido reforça a culpa na vítima.
Veja, agora, algumas frases que são ditas no casamento e que, se repetidas com freqüência, denunciam o desejo de dominar, humilhar, denegrir, intimidar. São expressões que ilustram casos reais contados pelas pacientes de Marie-France. É o começo da violência sutil, que aumenta progressivamente... até que a vítima acaba sem saber o que é normal ou não, o que dizer, o que pensar. São mensagens de sedução no início, seguidas de ameaças veladas ou de clara hostilidade e fria indiferença.
"Eu digo isso porque te amo."
"Não adianta eu te explicar, você não vai entender mesmo."
"Seu comportamento não me surpreende."
"Com a família que você tem..."
"Você acha que sou um imbecil?"
"Você não vai conseguir."
"Prefiro que você não faça isso sozinha."
Expondo em frente dos amigos: “Ela nem compreende isso! Embora seja algo que qualquer um seja capaz de compreender!”

Muito bom este artigo sobre assédio moral entre casais, Tífanny.
ResponderExcluirParabéns!